Investimentos19/09/2026

IOF nos Investimentos: Guia Completo e Tabela 2026

Entenda o que é o IOF nos investimentos, como funciona a tabela regressiva em 2026 e veja exemplos práticos para não perder dinheiro no resgate.

Você acabou de resgatar uma aplicação de renda fixa e percebeu que o valor caiu? Provavelmente o IOF entrou em ação. Esse imposto costuma pegar muita gente de surpresa, especialmente quem investe por prazos curtos, como 15, 20 ou 30 dias. A verdade é que o IOF pode comer boa parte do seu rendimento se você não souber como ele funciona. E com a virada do ano, muitos investidores resgatam aplicações para organizar as finanças, o que torna esse tema ainda mais quente. Neste guia completo, vamos descomplicar o IOF nos investimentos, mostrar a tabela regressiva atualizada para 2026 e dar exemplos práticos com valores em reais. Assim, você vai saber exatamente quando vale a pena esperar mais um pouco antes de resgatar.

O que é o IOF nos investimentos?

IOF significa Imposto sobre Operações Financeiras. Ele é um tributo federal que incide sobre várias operações, como câmbio, crédito e seguros. Nos investimentos, o IOF é cobrado quando você resgata uma aplicação de renda fixa antes de completar 30 dias. Ou seja, é um imposto regressivo: quanto mais tempo você deixa o dinheiro aplicado, menor a alíquota. Após 30 dias, o IOF simplesmente deixa de existir para aquele resgate. A partir daí, só entra o Imposto de Renda, que tem sua própria tabela regressiva. É importante não confundir os dois: o IOF é temporário e só afeta resgates muito recentes.

A lógica é desestimular o resgate precoce e dar mais previsibilidade ao sistema financeiro. Para você, investidor, isso significa que aquele CDB de liquidez diária pode não ser tão vantajoso se você sacar em poucos dias. O IOF é calculado sobre o rendimento bruto da aplicação, não sobre o valor total investido. Então, se você aplicou R$ 1.000 e teve R$ 10 de rendimento em 10 dias, o imposto incide sobre esses R$ 10, não sobre os R$ 1.000.

Como o IOF é calculado?

O cálculo é simples: aplica-se uma alíquota percentual sobre o rendimento bruto, de acordo com o número de dias corridos entre a aplicação e o resgate. A tabela regressiva do IOF vai de 96% no primeiro dia até 0% no 30º dia. Isso mesmo: se você resgatar no primeiro dia, quase todo o rendimento vai para o imposto. No 15º dia, a alíquota já caiu para 50%. No 25º dia, é de 16%. A partir do 30º dia, zero. Essa tabela é definida pelo Decreto nº 6.306/2007, que regulamenta o IOF.

Tabela regressiva do IOF (2026)

Dias corridosAlíquota de IOF sobre o rendimento
196%
293%
390%
486%
583%
680%
776%
873%
970%
1066%
1163%
1260%
1356%
1453%
1550%
1646%
1743%
1840%
1936%
2033%
2130%
2226%
2323%
2420%
2516%
2613%
2710%
286%
293%
300%

Essa tabela é a mesma desde 2007 e não sofreu alterações para 2026. Portanto, se você está planejando resgatar um investimento, basta contar os dias corridos desde a aplicação. Ferramentas como o Calculador do Banco Central podem ajudar a simular o valor exato do IOF e do IR.

Quais investimentos pagam IOF?

O IOF incide sobre a maioria dos investimentos de renda fixa, como CDB, RDB, Tesouro Direto, LC, LCI e LCA. Porém, há exceções importantes: a poupança é isenta de IOF, assim como as operações de crédito imobiliário e algumas aplicações em fundos de investimento. Nos fundos, o IOF pode ser cobrado se o resgate ocorrer antes de 30 dias, mas depende do regulamento. Já as ações e os fundos imobiliários não sofrem IOF no resgate, apenas o Imposto de Renda sobre o ganho de capital. É fundamental verificar as condições específicas de cada produto.

IOF na poupança

A poupança é um caso à parte. Ela não paga IOF, independentemente do prazo de resgate. Isso a torna uma opção para quem precisa de liquidez imediata e não quer perder rendimento para o imposto. Porém, o rendimento da poupança costuma ser menor que o de outros investimentos, então é preciso ponderar.

IOF no Tesouro Direto

No Tesouro Direto, o IOF segue a mesma tabela regressiva. Se você resgatar um título antes de 30 dias, paga IOF sobre o rendimento. Vale lembrar que o Tesouro Selic tem liquidez diária, mas o resgate antecipado pode não valer a pena por causa do imposto. Já o Tesouro IPCA+ e o Prefixado, se resgatados antes do vencimento, estão sujeitos a marcação a mercado e também ao IOF.

Exemplos práticos com valores em reais

Vamos supor que você investiu R$ 10.000 em um CDB que rende 100% do CDI. Em 10 dias, o rendimento bruto foi de R$ 20. Se você resgatar nesse período, a alíquota de IOF é de 66% (conforme a tabela). Então, o IOF será de R$ 13,20 (66% de R$ 20). O rendimento líquido antes do IR seria de R$ 6,80. Já se você esperar até o 30º dia, o IOF é zero e você fica com os R$ 20 integrais (antes do IR). A diferença é enorme!

Outro exemplo: aplicação de R$ 5.000 em LCI que rende 90% do CDI. Em 20 dias, o rendimento bruto foi de R$ 15. A alíquota de IOF para 20 dias é de 33%. O imposto será de R$ 4,95, sobrando R$ 10,05. Se você esperar 10 dias a mais, o IOF zera e você recebe os R$ 15 completos. Percebe como o tempo é seu aliado?

Dica: antes de resgatar, simule o valor líquido com e sem IOF. Muitas vezes, esperar alguns dias pode render mais do que sacar imediatamente.

IOF e Imposto de Renda: não confunda!

Muita gente acha que o IOF substitui o Imposto de Renda, mas não é verdade. São tributos diferentes e com prazos distintos. O IOF só existe até o 30º dia; depois disso, você paga apenas o IR, que segue uma tabela regressiva própria: 22,5% para resgates em até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Ou seja, mesmo depois dos 30 dias, o IR continua incidindo sobre o rendimento. Por isso, é essencial considerar os dois impostos ao planejar seus resgates.

Como evitar o IOF nos investimentos?

A forma mais óbvia é não resgatar antes de 30 dias. Se você precisa de liquidez, opte por investimentos isentos de IOF, como a poupança, ou planeje-se para deixar o dinheiro aplicado pelo menos um mês. Outra estratégia é escalonar os resgates: se você tem várias aplicações, pode sacar primeiro as que já passaram dos 30 dias. Além disso, alguns fundos DI com liquidez diária podem ter isenção de IOF, mas verifique o regulamento. O importante é ler as condições do produto antes de investir.

Passo a passo para calcular o IOF

  1. Identifique o número de dias corridos entre a aplicação e o resgate.
  2. Consulte a tabela regressiva do IOF para encontrar a alíquota correspondente.
  3. Calcule o rendimento bruto da aplicação no período.
  4. Multiplique o rendimento bruto pela alíquota do IOF.
  5. Subtraia o valor do IOF do rendimento bruto para obter o rendimento líquido de IOF.
  6. Em seguida, aplique a alíquota de IR sobre esse rendimento líquido (se for o caso).

Esse cálculo pode parecer complicado, mas com uma planilha ou simulador fica fácil. O importante é nunca resgatar no impulso sem antes verificar o impacto.

Conclusão

O IOF nos investimentos é um imposto temporário, mas pode causar um estrago no seu rendimento se você resgatar antes de 30 dias. A tabela regressiva de 2026 é a mesma dos anos anteriores, com alíquotas que vão de 96% a 0%. Agora que você entende como funciona, pode planejar melhor seus resgates e evitar perdas desnecessárias. Lembre-se: paciência é lucro. Antes de sacar, simule, conte os dias e, se possível, espere completar o ciclo. Seu bolso agradece.

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